Acompanhamento psicológico ajuda pacientes no enfrentamento do câncer de mama

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A campanha Outubro Rosa chama a atenção para a importância da prevenção no combate ao câncer de mama. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) classifica o câncer de mama como o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, atrás somente do câncer de pele. O câncer de mama corresponde a 29% dos novos casos da doença a cada ano, e o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.

A psicologia exerce um papel indispensável para a conscientização sobre a importância do autocuidado e da prevenção, mesmo que secundária, possibilitando o diagnóstico precoce. Segundo a psicóloga Patrícia Rigoni Dantas Baldi (CRP 09/7872), que é especialista em Psicologia Hospitalar e da Saúde, com certificação em Psico-Oncologia pela Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia (SBPO), a psicologia pode auxiliar o indivíduo em seu movimento em direção ao autoconhecimento, a partir de abordagens que vão analisar como ele se percebe e se cuida. Como resultado, a pessoa pode se sentir estimulada a se conhecer melhor e a ter mais atenção ao próprio corpo.

Além disso, a psicologia auxilia pacientes que receberam a confirmação de diagnóstico e estão em tratamento contra a doença. Patrícia ressalta que a psicologia deve estar sempre presente em uma equipe de oncologia, pois o diagnóstico é um momento de grande impacto na vida de alguém, movimentando questões profundas, medos, anseios e inseguranças. A psicóloga(o) vai ajudar o paciente a se preparar para o enfrentamento destas questões, resgatando seus recursos internos e reavaliando sua história de vida.

“A psicologia é uma parceira de caminhada neste momento. Evitamos usar a palavra "luta" porque o processo vai muito além disso. É um momento mais amplo, que vai provocar transformações na forma como a pessoa encara a própria vida”, afirma a psicóloga.

Patrícia também destaca que a psicologia deve estar presente ao longo de todo o processo, seja por meio de atendimento individual ou em grupo, ou ainda como um programa de psicoterapia de maior duração. “O câncer de mama afeta muito a autoimagem da mulher. A psicologia vai ajudar a paciente a se preparar para a quimioterapia e/ou radioterapia, e também para a cirurgia. Dependendo do estágio da doença, a intervenção cirúrgica pode ser conservadora ou mutiladora. Em alguns casos, a mama é totalmente retirada e nem sempre é possível fazer uma reconstrução imediata. Então, é muito importante trabalhar os aspectos emocionais envolvidos neste processo, buscando encontrar sentido para o processo do adoecer e da cura que vai muito além do corpo. Inevitavelmente, mudanças significativas em vários âmbitos podem acontecer, como na família, sua sexualidade, espiritualidade, etc.”.

O Outubro Rosa enfatiza a importância do diagnóstico precoce. A chance de cura é maior se a doença for detectada na fase inicial, quando ainda não está palpável, por meio de uma mamografia. Por isso, mulheres acima de 50 anos devem realizar exames para rastrear o câncer de mama com maior frequência. É importante ressaltar que, embora menos frequente, a doença também atinge os homens, que representam 1% do total de casos.

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